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terça-feira, 29 de março de 2011

O Pequeno Príncipe e a Raposa - Antoine de Saint-Exupéry

Umas das obras que mais marcou a minha via foi o Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry , sempre me disse muito a cada palavra e frase que eu lia. Por isso resolvi postar o Cap. XXI (Dialogo entre o Pequeno Príncipe e a Raposa), que é o um dos capítulos mais lindo.

Boa Leitura!

"E foi então que apareceu a raposa:

- Boa dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…"

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…

- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…

- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor… cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.

- Que é um rito? perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele…

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…

- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."


Lembre-se sempre da moral deste texto. Seja livre para cativar o coração da pessoa que você ama. Seja livre!

Liberdade de Consciência!

Pierre Mattos

quinta-feira, 24 de março de 2011

Segredos do Coração















Desde sexta-feira (18/03) estive pensando em uma pergunta que foi-me feita durante o programa fala que te escuto. A pergunta era “Solteiro sim. Opção de quem quer ficar sozinho, questão de quem não sabe amar ou falta de opção?”

Hoje compreendi um coisa que talvez nenhuma destas opções esteja correta. Lendo, pensando e refletindo sobre fatos cheguei a seguinte conclusão: Existem três tipo de coração:

Os que para estar bem é preciso estar sozinho, os que sempre têm alguém e os sempre estão aptos a novas experiências.

Quando digo coração é um símbolo, pois na verdade é a parte mental responsável pelos sentimentos.

ALONE: Corações que o amor próprio e o amor familiar (aqui se estende os amigos também como parte da família) são suficientes, por isso vivem muito bem sozinhos. São pessoas que sempre estão sozinhas e curtem programas familiares e não ligam para relacionamento.

FULL: Pessoas que precisam estar com alguém, gostar de alguém, ser de alguém. Uma característica básica destas pessoas é gostar de outra pessoa antes de terminar com uma. São como quartos de bons hotéis sempre ocupados, e já com uma reserva para quando o hospede sair. Creio que são os mais propícios a traição.

E por fim...

ROTATIVO: Estes são os mais criticados – tadinhos - pois gostam de um a cada dia, semana ou mês, dificilmente durante ano. Mas por saber disto preferem não manter relacionamentos fixos - sérios, prefere conhecer e ter um “rolo” enquanto durar, sendo que este durar é curto, às vezes uma semana ou menos. Sempre estão solteiras, mas nunca sozinhas.

Seja você qual for, seja livre e curta as suas características, pois você é livre para ser o que quiser. Goste, desgoste, não goste! Importante é ser você!

E tenha sempre,

LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA!

PIERRE MATTOS

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Carta aberta da ABGLT às candidaturas de Dilma Roussef e José Serra

Com meu momento de insônia, fiquei passeando pela Internet, e em pleno pleito eleitoral o que não falta são textos políticos. Porém, este me chamou a atenção e devido buscar um laicismo da politica resolvi posta-lo para que mais pessoas tenham acesso.

Segue a Carta aberta da ABGLT às candidaturas de Dilma Roussef e José Serra

Prezada Dilma e Prezado Serra,

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, é uma entidade que congrega 237 organizações da sociedade civil em todos Estados do Brasil. Tem como missão a promoção da cidadania e defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.

Assim sendo, nos dirigimos a ambas as candidaturas à Presidência da República para pedir respeito: respeito à democracia, respeito à cidadania de todos e de todas, respeito à diversidade sexual, respeito à pluralidade cultural e religiosa.

Respeito aos direitos humanos e, principalmente, respeito à laicidade do Estado, à separação entre religião e esfera pública, e à garantia da divisão dos Poderes, de tal modo que o Executivo não interfira no Legislativo ou Judiciário, e vice-versa, conforme estabelece o artigo 2º da Constituição Federal: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

Nos últimos dias, temos assistido, perplexos, à instrumentalização de sentimentos religiosos e concepções moralistas na disputa eleitoral.

Não é aceitável que o preconceito, o machismo e a homofobia sejam estimulados por discursos de alguns grupos fundamentalistas e ganhem espaço privilegiado em plena campanha presidencial.

O Estado brasileiro é laico. O avanço da democracia brasileira é que tem nos permitido pautar, nos últimos anos, os direitos civis dos homossexuais e combater a homofobia. Também tem nos permitido realizar a promoção da autonomia das mulheres e combater o machismo, entre os demais avanços alcançados. O progresso não pode parar.

Por isso, causa extrema preocupação constatar a tentativa de utilização da fé de milhões de brasileiros e brasileiras para influir no resultado das eleições presidenciais que vivenciamos. Nos últimos dias, ficou clara a inescrupulosa disposição de determinados grupos conservadores da sociedade a disseminar o ódio na política em nome de supostos valores religiosos. Não podemos aceitar esta tentativa de utilização do medo como orientador de nossos processos políticos. Não podemos aceitar que nosso processo eleitoral seja confundido com uma escolha de posicionamentos religiosos de candidatos e eleitores. Não podemos aceitar que estimulem o ódio entre nosso povo.

O que o movimento LGBT e o movimento de mulheres defendem é apenas e tão somente o respeito à democracia, aos direitos civis, à autonomia individual. Queremos ter o direito à igualdade proclamada pela Constituição Federal, queremos ter nossos direitos civis, queremos o reconhecimento dos nossos direitos humanos. Nossa pauta passa, portanto, entre outras questões, pelo imediato reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo e pela criminalização da discriminação e da violência homofóbica.

Cara Dilma e Caro Serra,

Por favor, voltem a conduzir o debate para o campo das ideias e do confronto programático, sem ataques pessoais, sem alimentar intrigas e boatos.

Nós da ABGLT sabemos que o núcleo das diferenças entre vocês (e entre PT e PSDB) não está na defesa dos direitos da população LGBT ou na visão de que o aborto é um problema de saúde pública.

Candidato Serra: o senhor, como ministro da saúde, implantou uma política progressista de combate à epidemia do HIV/Aids e normatizou o aborto legal no SUS. Aquele governo federal que o senhor integrou também elaborou os Programas Nacionais de Direitos Humanos I e II, que já contemplavam questões dos direitos humanos das pessoas LGBT. Como prefeito e governador, o senhor criou as Coordenadorias da Diversidade Sexual, esteve na Parada LGBT de São Paulo e apoiou diversas iniciativas em favor da população LGBT.

Candidata Dilma: a senhora ajudou a coordenar o governo que mais fez pela população LGBT, que criou o programa Brasil sem Homofobia, e o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com diversas ações. A senhora assinou, junto com o presidente Lula, o decreto de Convocação da I Conferência LGBT do mundo. A senhora já disse, inúmeras vezes, que o aborto é uma questão de saúde pública e não uma questão de polícia.

Portanto, candidatos, não maculem suas biografias e trajetórias. Não neguem seu passado de luta contra o obscurantismo.

A ABGLT acredita na democracia, e num país onde caibam todos seus 190 milhões de habitantes e não apenas a parcela que quer impor suas ideias baseadas numa única visão de mundo. Vivemos num país da diversidade e da pluralidade.

É hora de retomar o debate de propostas para políticas de governo e de Estado, que possam contribuir para o avanço da nação brasileira, incluindo a segurança pública, a educação, a saúde, a cultura, o emprego, a distribuição de renda, a economia, o acesso a políticas públicas para todos e todas!

Eleições 2010, segundo turno, em 15 de outubro de 2010.

ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Espero que todos tenham aproveitado a leitura e Liberdade de Consciência!

Pense antes de Votar e Lembre-se POR ESTADO LAICO DE FATO

Pierre Mattos

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

TENTARAM FAZER-ME DE MARIONETE


Quando abri meu e-mail, vi que enviaram uma corrente com o nomeFW: Orem por Neusa Itioka - não votem em Dilma” Não consegui me conter, e fui ler, mesmo sabendo que era 3horas da manha. E enquanto lia aquele apelo a não votarem na candidata do PT, fiquei pasmado e pensando, “será que crêem nisto!”

E ainda penso:

Como pode uma pessoa em sã consciência acreditar em uma baboseira dessas. Todos os anos que temos pleitos eleitoras lá vêm essa merda de religião misturada à política. Tenho nojo disso. Chegam a me dar náuseas. Pessoas idiotas dizendo para não votarmos no candidato X porque tem pacto com demônio e o @#%$@ a quatro. Isso para mim é uma forma que os CRISTÃOS IDIOTAS fazem para tentar manipular os outros com a idéia de IRMÃO VOTA EM IRMÃO. Deixemos de ser cegos e vejamos que são outros querendo manipular os nossos votos.

Os demônios que creio existir são esses que tentam tirar os direitos dos outros. Sou a favor que não tenha culto em lugares públicos, assim como vocês cristão não querem alguém pregando que SATANÁS é melhor que o DEUS de vez, os SATANISTAS não querem ouvir vez falando mal de satã. E eu não quero ouvir nenhum dos dois, pois não tenho saco para baboseiras metafísicas, e criação de homens. Se for para dar atenção à criação de homens vou assistir A Pequena Sereia, e outros desenhos que são melhores, e me enriquecem mais que isso.

Sou a favor do abordo, sou a favor da PL 122/06, do casamento entre gays, do direito a eutanásia.

Não voto em Dilma por uma questão política, talvez até vote se houver segundo turno.

Cada um tem seu direito...

Quer acreditar nesta corrente idiota que estão passando. Direito seu! Mas saiba que estão te manipulando com papinho de crente e católico e outras religiões, porque na verdade eles, os que criaram à corrente, estão ganhando, pois apenas querem defender seus interesses.

Sejamos Conscientes!

PENSE ANTES DE VOTAR, E NÃO SIGA PELA CABEÇA DOS OUTROS!

ANALISE OS PROJETOS E O HISTÓRICO DO SEU CANDIDATO.

Mais que liberdade de Consciência, espero que tenhamos VOTOS Conscientes, pois somente assim alcançaremos uma liberdade plena de nossas consciências.

P.S: Se alguém quiser a corrente para ler e analisar as baboseiras citadas, deixe seu e-mail que encaminho.

Pierre Mattos

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Depois da Religião


Desde o primeiro momento em que esse livro foi deslumbrado pelos meus olhos fique a imaginar e ainda imagino a problemática que o livro,'Depois da Religião: O que será do homem depois que a religião deixar de ditar a lei?', trás.


Não resisti e comprei-o no mesmo dia, li assim que cheguei em casa (isso a um ano atrás).

Gostei, me apaixonei! Ler dois pensadores Luc Ferry e Marcel Gauchet debatendo a questão de Deus, Divino, Religião, Sociedade, confesso que muito proveitoso.

Tudo que li me leva a pensar em que a Religião é necessária?

A Religião não é mais necessária, pois como perguntou Marcel Gauchet a Luc Ferry na página 61 "Mas qual a relação entre divino e Deus?

A mente do homem do século XXI é mística e não dogmática, precisamos compreender que o relacionamento com qualquer tipo de transcendente é uma relação mística, no entanto não necessita de mediadores/mediação, da religião.

A Religião só é necessária quando cumpre um papel social de levar os humanos a se tornarem mais humanos, respeitando e compreendendo a diferença que há eles. E ajudando os mutuamente. Mas como a Religião não anda fazendo isso, sinto muito, mas terei que avisa-la que não é mais necessária a sua existência.

Quiçá os detentores dos poderes religiosos não compreendam isso e mudem, para a religião volte a ser necessária.

Respondendo a pergunta o livro trás digo: O mundo será melhor quando as LEIS não forem ditadas pela religião, porém o medo que tenho é jogarmos o bebê fora junto com a água, pois o mito é necessário no imaginário humano.

Que a sociedade formule as suas leis! Sou à favor de UM ESTADO LAICO!, DE FATO Mas que preservemos nossa mística e nossos mitos.

A Todos, Liberdade de Consciência!

Pierre Mattos

terça-feira, 26 de maio de 2009

As Liberdades do Espírito e a Questão do Absoluto


Quando estava lendo o texto da Viviana em La Vita in Diretta ou Como Falar do Mundo lembrava deste trecho de Edgar Morin.


Quando alguns deixam de estar submetidos as ordens, mitos e crenças impostos e tornam-se, enfim questionadores começa a liberdade de espírito.


A liberdade de espírito é alimentada e fortalecida:


- pelas curiosidades de espírito e pelas aberturas ao exterior (do que é dito, conhecido, ensinado, recebido);

- pela capacidade de aprender por si mesmo;
- pela aptidão de problematizar;
- pela prática de estratégias cognitivas;
- pela possibilidade de verificar e de eliminar um erro;
- pela invenção e pela criação;
- pela consciência reflexiva, ou seja, a capacidade do espírito [mente] de se auto-examinar e, para o individuo, de se autoconhecer, autopensar e autojugar;
- pela consciência moral


(Edgar Morin, O Método 5 – A Humanidade da Humanidade p. 282-3)

Viviana,
Quando você escreve o seus texto “Absolutos Questionáveis”e “Ponto de Vista”, você busca a liberdade que é expressada pela consciência reflexiva, ou seja, a capacidade do espírito [mente] de se auto-examinar e, do individuo, de se autoconhecer, autopensar e autojugar. Isso é o que a Igreja, Sistema, Política, Ideologia, Ortodoxia, Media não quer que aconteça, pois, assim, você é livre e não há como eles te manipularem, por isso eles são contra.


Viviana disse: “...todos os absolutos são questionáveis. Isto é algo muito perigoso de dizer, visto que a igreja se fundamenta em absolutos. ‘Isso é pecado por...’ e vem um monte de absolutos. ‘Você não pode fazer desse jeito, porque...’ e vêm mais absolutos.

[...]

Quando a verdade se apregoa como absoluta, se excluem todas as outras. Porém, há no mundo mais do que um ponto de vista, e há assim mesmo mais de uma verdade absoluta.
Eu só digo que decidi pensar diferente. Questionar as coisas faz com que a liberdade cresça verdadeiramente. É difícil, mas vale a pena. Ter a liberdade de opinar, de pensar o que vai mais de acordo com meus razoamentos, é muito melhor do que seguir as razões de outros.”


Concordo com você, Viviana, só acrescentaria que NÃO HÁ ABSOLUTOS UNIVERSAIS. Apenas absolutos pessoais! O que é absoluto para mim é para você?


Parabéns, Viviana, por seu texto foi um prazer lê-lo! Continue com a sua Consciência Livre!


Que Todos Tenham a Consciência Livre!


Pierre Mattos

sábado, 16 de maio de 2009

Pragmática e Poesia


Quando falo em poesia e penso em pragmática tenho um problema. Então como posso definir uma poesia em pragmática? A poesia/poema é heurística, política ou estética?

O que percebi foi a necessidade de delimitar o termo poesia a sua disciplina teórica poética, porque lembro de poesias com, No Meio do Caminho de Carlos Drummond de Andrade



No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho

tinha uma pedra


Mas quando leio Navio Negreiro de Castor Alves



[...]


V
Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus!

Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!

Ó mar, por que não apagas

Co'a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?...

Astros! noites! tempestades!

Rolai das imensidades!

Varrei os mares, tufão!


Quem são estes desgraçados

Que não encontram em vós

Mais que o rir calmo da turba

Que excita a fúria do algoz? Quem são?

Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala

Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...

Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...


São os filhos do deserto,

Onde a terra esposa a luz.

Onde vive em campo aberto

A tribo dos homens nus...

São os guerreiros ousados

Que com os tigres mosqueados

Combatem na solidão.
Ontem simples,
fortes, bravos.

Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .


São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.

Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...

Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,

N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,

Que nem o leite de pranto

Têm que dar para Ismael.


[...]



Fico boquiaberto por que é fascinante ver um homem que se preocupa com a justiça social que a o regime escravocrata proporcionava. E vendo isso ele denuncia essa injustiça e questiona até mesmo ao divino o porquê disto. Eis ai a poesia como política.

A poesia/poema que tanto mexe com nosso ser, que tem a capacidade de nos comover assume uma característica política quando ele critica sistemas, pessoas, órgãos, regimes e etc.

A poesia/poema não opera somente nestes dois campos pragmáticos, mas também no campo da heurística, porque por meio da poesia/poema podemos aprender sobre o mundo (mais ainda quanto ao individuo que por sua vez faz parte do mundo é um mundo em si), ou seja, heurística.

Hoje a poesia/poema está nestes três níveis pragmáticos – Heurística, Política e Estética. Como iniciante na leitura de Edgar Morin arriscaria a dizer essa é a complexibilidade da poesia.



A todos, Liberdade de Consciência!


Pierre Mattos

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Um Giro 180° - De Deus, e da Teologia para o Homem...


Nos últimos dias vimos à aparição de Mrs. Susan Boyle no youtube. (Link para o vídeo da Mrs. Susan Boyle com legendas em Português)
Se você ainda não viu, deveria ver para testemunhar como as pessoas reagem ao verem outrem que não estão e não seguem os “padrões” de beleza ditados pelo mundo contemporâneo.
Porém muitos estão cansados da obrigação de ser lindo e muitos ficaram comovidos pelo o que o verdadeiro talento pode causar e do poder que aspectos mais nobres da personalidade têm.

Há quem diga que a aparição de Mrs. Boyle foi minuciosamente preparada pelos produtores do programa, mas isso não muda em nada a reação da plateia e o fenômeno mundial em que ela se transformou por cantar.
Todos estão em busca de heróis de carne e osso para já. Queremos histórias de superação, de sucesso e de glória vividas por pessoas comuns, por latinos, feiosos, gays, lésbicas, pobres, negros, "gordinhos", “magrinhos”, imigrantes e "velhos de quarenta e poucos anos", "velhos de quarenta e todos anos"...

NÃO AGUENTAMOS mais tragédias, tristezas e falsas belezas. QUEREMOS gente do povo e contos de fadas modernos estrelados por cinderelas menos loiras, menos lindas, menos magras, menos jovens e, se possível, menos perfeitas. QUEREMOS CINDERELAS E PRÍNCIPES REAIS!
Mrs. Susan Boyle chegou ao "Point of no return" (ponto sem volta) como na música de "O fantasma da ópera". Nunca mais sua vida será a mesma. O mundo pode até esquecer-se dela, mas ela jamais esquecerá o mundo e o que viveu nestes dias.

A Todos,

Liberdade de Consciência!

Pierre Mattos