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terça-feira, 26 de maio de 2009

As Liberdades do Espírito e a Questão do Absoluto


Quando estava lendo o texto da Viviana em La Vita in Diretta ou Como Falar do Mundo lembrava deste trecho de Edgar Morin.


Quando alguns deixam de estar submetidos as ordens, mitos e crenças impostos e tornam-se, enfim questionadores começa a liberdade de espírito.


A liberdade de espírito é alimentada e fortalecida:


- pelas curiosidades de espírito e pelas aberturas ao exterior (do que é dito, conhecido, ensinado, recebido);

- pela capacidade de aprender por si mesmo;
- pela aptidão de problematizar;
- pela prática de estratégias cognitivas;
- pela possibilidade de verificar e de eliminar um erro;
- pela invenção e pela criação;
- pela consciência reflexiva, ou seja, a capacidade do espírito [mente] de se auto-examinar e, para o individuo, de se autoconhecer, autopensar e autojugar;
- pela consciência moral


(Edgar Morin, O Método 5 – A Humanidade da Humanidade p. 282-3)

Viviana,
Quando você escreve o seus texto “Absolutos Questionáveis”e “Ponto de Vista”, você busca a liberdade que é expressada pela consciência reflexiva, ou seja, a capacidade do espírito [mente] de se auto-examinar e, do individuo, de se autoconhecer, autopensar e autojugar. Isso é o que a Igreja, Sistema, Política, Ideologia, Ortodoxia, Media não quer que aconteça, pois, assim, você é livre e não há como eles te manipularem, por isso eles são contra.


Viviana disse: “...todos os absolutos são questionáveis. Isto é algo muito perigoso de dizer, visto que a igreja se fundamenta em absolutos. ‘Isso é pecado por...’ e vem um monte de absolutos. ‘Você não pode fazer desse jeito, porque...’ e vêm mais absolutos.

[...]

Quando a verdade se apregoa como absoluta, se excluem todas as outras. Porém, há no mundo mais do que um ponto de vista, e há assim mesmo mais de uma verdade absoluta.
Eu só digo que decidi pensar diferente. Questionar as coisas faz com que a liberdade cresça verdadeiramente. É difícil, mas vale a pena. Ter a liberdade de opinar, de pensar o que vai mais de acordo com meus razoamentos, é muito melhor do que seguir as razões de outros.”


Concordo com você, Viviana, só acrescentaria que NÃO HÁ ABSOLUTOS UNIVERSAIS. Apenas absolutos pessoais! O que é absoluto para mim é para você?


Parabéns, Viviana, por seu texto foi um prazer lê-lo! Continue com a sua Consciência Livre!


Que Todos Tenham a Consciência Livre!


Pierre Mattos

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A Bíblia Não Tem Inspiração Divina, Bart Ehrman, diz


Hoje repasso uma entrevista que saiu na Época no inicio do mês de maio que achei bem legal e creio que tem apontamentos importantes.



POLÊMICA


Ehrman afirma que apenas oito dos 27 livros no Novo Testamento foram escritos pelos autores aos quais são atribuídos


O americano Bart Ehrman cresceu em uma família religiosa e, quando adolescente, havia se tornado um evangélico fervoroso. O interesse pela Bíblia e por sua história o acompanhou a vida toda e hoje, após 35 anos de estudo, diz ter abandonado o Cristianismo por não acreditar que Deus poderia estar no “comando de um mundo cheio de dor e sofrimento”. Professor de estudos religiosos na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Ehrman já escreveu 21 livros sobre religião, incluindo Verdade e Ficção em O Código Da Vinci, sobre o best-seller de Dan Brown, e O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? – Quem mudou a Bíblia e por quê, que figurou entre os mais vendidos na lista do jornal The New York Times. Agora, em Jesus, Interrupted (ainda sem tradução), que será lançado no Brasil no segundo semestre, Ehrman tenta revelar as contradições da Bíblia, que provam, segundo ele, que o livro não foi enviado à humanidade por Deus.


ÉPOCA – De um tempo para cá temos visto um crescimento do número de títulos com críticas às religiões. O que está motivando os leitores?

Bart Ehrman – Há uma reação contra a direita conservadora do mundo religioso. Aqui nos Estados Unidos há vários líderes desse tipo que tiveram muita atenção da mídia por muito tempo, e as pessoas que estão do lado esquerdo deste espectro começaram a se incomodar. Muitos desses livros escritos por essas pessoas chamadas de "neoateístas" são uma representação deste movimento.


ÉPOCA – Alguns dos principais representantes do "neoateísmo" são Sam Harris e Richard Dawkins. Em um artigo recente da revista Time, o senhor reconheceu que compartilha leitores com eles. Mas o senhor se considera parte deste movimento?

Ehrman – Não me considero um ateu e não acho que estou fazendo a mesma coisa que esses autores. Eles têm feito coisas boas, mas estão atacando a religião sem conhecer muito. Quando eu escrevo, faço isso como alguém que já esteve profundamente envolvido com a Cristandade, mas que agora a rejeitou. Por isso, a minha perspectiva é completamente diferente.


ÉPOCA – O que fez o senhor passar de um fiel cristão a um “agnóstico feliz”?

Ehrman – Fui criado na Igreja Protestante e fui um cristão muito ativo por vários anos. Mas eu deixei a cristandade não por conta dos meus estudos históricos sobre a Bíblia, mas por não conseguir mais acreditar que poderia haver um deus no comando deste mundo cheio de dor e sofrimento.


ÉPOCA – Qual é o motivo de o livro se chamar Jesus, Interrupted [em tradução livre: Jesus, interrompido]? Quando e como ele foi interrompido?

Ehrman – O título significa que há inúmeras vozes diferentes falando no Novo Testamento. São autores diferentes, que possuem pontos de vista diferentes e que, muitas vezes, são conflitantes. Com tantas vozes assim falando no mesmo livro, muitas vezes é impossível escutar a voz do Jesus histórico, porque ele foi interrompido por outras pessoas.


ÉPOCA – E é possível definir qual é a maior contradição da Bíblia?

Ehrman – São muitas discrepâncias, mas é possível destacar duas. O apóstolo Paulo, por exemplo, acha que a pessoa chega a Deus apenas pela fé, e não pelo que faz. No capítulo 24 de Mateus, no entanto, nós lemos que boas ações levam ao reino dos céus. Essas duas visões são excludentes em um assunto determinante, que é a salvação. Também há visões diferentes sobre quem era Jesus. No evangelho de João, Jesus é Deus, mas nos textos atribuídos a Marcos, Mateus e Lucas não há nada sobre isso. No evangelho de Mateus fica claro que ele acredita que Jesus é um ser humano, e que é o Messias. A Igreja acabou juntando essas duas visões, de que ele é humano e divino, e criou um conceito que não está escrito nem em João e nem em Mateus.


ÉPOCA – O senhor acha que essas discrepâncias fazem da Bíblia uma história falsa?

Ehrman – Eu diria que os diferentes autores da Bíblia tem versões diferentes da história e por isso é errado tentar fazer com que eles digam a mesma coisa. Há muitos erros na Bíblia e, mais importante que isso, há diferentes pontos de vista teológicos e isso precisa ser reconhecido.


ÉPOCA – Desde quando a Bíblia começou a ser questionada? De que maneira isso enfraquece a Cristandade?

Ehrman – As pessoas só começaram a notar essas diferenças na época do Iluminismo, no século XVIII. Antes disso, os estudioso da Bíblia eram teologicamente comprometidos com ela e não imaginavam que poderia haver erros. Essas descobertas são problemáticas especialmente para quem acredita que a Bíblia foi entregue a nós diretamente por Deus. Se isso ocorreu, por que não temos a Bíblia original? Por que temos apenas manuscritos escritos mais tarde e que não são iguais? Essas diferenças mostram que não existe um livro com inspiração divina que foi entregue a nós.


ÉPOCA – E como isso afeta especificamente a Igreja Católica?

Ehrman – Existem estudiosos na Igreja Católica que concordam com quase tudo o que está escrito em Jesus, Interrupted. Mas na tradição católica a fé nunca foi sobre a Bíblia, mas sobre os ensinamentos da Igreja e sobre acreditar que Jesus é o filho de Deus. E isso não muda se a pessoa perceber ou não os erros da Bíblia. É bem diferente do fundamentalismo cristão que é tão poderoso onde eu vivo, no sul dos Estados Unidos. Aqui as pessoas acham que você só poder ser cristão se acreditar totalmente na Bíblia.


ÉPOCA – Alguns críticos do seu trabalho, especialmente o líder evangélico James White, dizem que você quer destruir a fé cristã. O que você acha disso?

Ehrman – Estou tentando destruir o tipo de fé cristã de James White! (risos). Mas na verdade nada que eu faça pode destruir o Cristianismo. O problema é que há um certo tipo de fé cristã que diz que a Bíblia não tem erros e é infalível, e eu não concordo com isso. Eu não sou o único que pensa assim. As opiniões que estão descritas no meu livro são as mesmas da maioria dos estudiosos da Bíblia há muitas e muitas décadas, mas eles não costumam falar disso em público. Meu livro apenas pega o que os estudiosos dizem há muito tempo e torna disponível para os leitores normais.


ÉPOCA – Você recebeu muitas críticas de leitores por conta do livro?

Ehrman – Recebi e-mails de pessoas bravas e sei que na internet há muita gente contrariada. Dizem que quero destruir sua fé, que sou o anti-Cristo. Mas a maior parte dos que escreve ficou grata pelo livro e feliz por eu ter dito essas coisas, já que suspeitavam desses erros, mas não tinham base teológica para questionar a Bíblia.
Eu compartilho esse pensamento com ele de que a Biblia não é inspirada. Quem sabe um dia não direi também que sou um "Agnóstico Feliz".
Pierre Mattos
A Todos Liberdade de Consciência!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Resposta!


Hoje quando abri minha caixa de e-mails vi que alguém tinha comentado meu blog, o texto “Quem São os Levitas?”. (fiquei louco para saber o que falaram. Amo quando comentam) E quando abri e vi estava este seguinte comentário (que o transcrevo Ipsi Literis):


Anônimo disse...


Amados, eu até gostei de todo o estudo exposto, mas fiquei chocado ao ler a afirmação deque a Bíblia é falha por que foi feita por mãos humanas. Tem alguém aí esquecendo de um monte de coisas:

* da ação de Deus levando estes homens a registra os fatos e ensinamentos para as gerações futuras;

* da ação de Deus durante toda a história preservando-a quando vários reinos quizeram destríla;

* de que cada livro do velho testamento revela a pessoa de Jesus Cristo que viria ao mundo;

* a unidade e coerencia dos evangélios, escrito por pessoas de lugares e tempos diferentes a respeito da obra e vida de Jesus;

* dos demais livros do novo testamento que falam da igreja, sua ação e conduta e da promessa da volta de Jesus e fim dos tempos.


Negar esta coisas, dizer que a Bíblia é falha é negar o próprio Cristo.


O que dizer sobre o Espírito Santo??? Alguem já o viu??? Dizemos apenas que o sentimos.


Se nossa fé não for baseada no que a Bíblia diz, ela é o registro e fundamento de toda a nossa fé, em que iremos crer???


Quero dizer que estava pesquisando uma matéria para um trabalho de escola (biologia) do meu filho de 8nos e entrei neste site.


Meu nome: André RochaLevita (=Sacerdote=Servo=escravo)

Ministro de LouvorServo do Deus Vivo.


Penso que temos que ter cuidado pois a Palavra condena de onde vem falsas doutrinas.No mais, parabéns pela exposição do conhecimento bíblico e histórico.


28 de Março de 2009 21:36


Além de responder achei valido fazer desta resposta um post, já que a partir dela cada um poderá compreender melhor os meus textos.


Eis a Resposta! Se deliciem com ela...


Boa Tarde!


Obrigado por ler e comentar meu texto.


Fique à vontade, André Rocha!


Não sei por que você ficou chocado ao ler que a BÍBLIA contém erros. Basicamente isso é notório, basta você conhecer um pouco de geografia do mundo antigo e perceber quantas citações estão erradas. Talvez isso aconteça por que NÓS CRISTÃOS projetamos na Bíblia aquilo os católicos (que por sua vez também são Cristão, mas não fundamentalista de Bíblia como nós evangélicos) projetam no Papa que é a INFALIBILIDADE. (Questões político-dogmáticas serão deixadas para depois). Mas André...


· A ação de Deus foi inspirá-los para escrever, ou pegar as mãos deles, ou até mesmo “baixar” (no sentido Kardecista da Palavra, ou seja, tornando-os médiuns) ao escrever? Como Deus não baixou em ninguém, muito menos pegou pelas mãos e foi escrevendo creio que os textos têm psicologias, cosmovisões, etc dos autores o que não afeta a inspiração, já que Deus se revelou em uma cultura e a pessoas. Sem falar na tal da isenção epistemológica que não há e nunca aconteceu! Simplesmente por que somos humanos e nos escrevemos no texto, ou agimos politicamente no texto. No entanto, o texto continua Inspirado, apenas temos que buscar o sentido do verdadeiro significado para os autores de cada texto. Com isso continua os ensinamentos para as gerações futuras.


· Deus age na história... Como compreender então como Deus deixou Adolf Hitler matar tantos inocentes, as bombas de Hiroshima e Nagasaki, os povos Africanos na atualidade. Como compreender? Prefiro acreditar que Deus não tem culpa de nada, o homem caminha com as suas próprias pernas para o caos, de onde saímos.


· Se eu disser que Jesus era um revolucionário que lutava por Igualdade, Liberdade e Fraternidade, fazendo uma alusão à tão amada Revolução Francesa me chamariam de safado e outras coisas por cometer um crime de ANACRONISMO, ou seja, por idéias e pensamentos na cabeça de uma pessoa que viveu antes daquele movimento e etc. (Não seria isso, João, que você falaria comigo?). João diria: “Pierre, você está pondo na cabeça de uma pessoa ideais que não são dela”. Agora, quando eu digo que Isaías 53 faz uma alusão a Jesus ninguém diz que é ANACRONISMO, porém É ANACRONISMO SIM! Colocar na cabeça de Isaías um personagem quem ele nunca viu e nunca imaginou, porque para Isaías um messias como Jesus não seria possível. Eu só posso ler os Ideais da Revolução Francesa depois que ela acontece, do mesmo modo eu só posso ver o evento CRISTO depois que ele acontece. Então como lerei Jesus Cristo no Antigo ou Primeiro Testamento?


· Unidade nos evangelhos? Como assim? Em Marcos Jesus vai para direita em Lucas para Esquerda e em Mateus ele nem vai... Isso é o que acontece com alguns textos do Novo ou Segundo Testamento. Como exemplo: A Parábola da Festa das Bodas em Mateus 22, 1-14 e a Parábola do Grande Banquete em Lucas 14, 15-24, são a mesma história, mas quem ouviu direito Lucas ou Mateus ou nenhum dos dois prestou atenção e depois Deus baixou neles para que eles escrevessem? Só que se Deus baixou foram Deuses diferentes, pois, cada um fala uma coisa diferente, quem está certo?


· Esses livros relatam as coisas que A IGREJA fazia e como eram as coisas, quando Apocalipse, adotei a linha preterista, então não diz sobre o futuro, somente sobre passado.

Se negar a Bíblia é negar o CRISTO, então não é CRISTO que me SALVA, mas a BÍBLIA.
Se para seguir o CRISTO e para ser uma pessoa melhor neste mundo for necessário negar a BIBLIA, NEGAREI-A!
Se CRISTO só me salvar através da Bíblia em vão foi ele morrer na Cruz, bastaria ter dado a Bíblia.
Cristo transcende a Bíblia, que às vezes é INSTRUMENTO E NÃO MEIO para eu me relacionar com Deus se ser salvo(alvo da sua graça).

Espírito Santo é DEUS EM MIM!

CREIA na mística divina que há em você, a centelha que Deus deixou em cada um de nós, para que houvesse em nossos corações a necessidade e o anseio de conhecê-lo e vivenciá-lo.

O que é FALSA doutrina? Aquele que não é sua? Aquela que não é conhecida? Só saberemos quando chegarmos ao céu, se é que ele existe! Risos. Quanto o mais tudo é especulação, o que podemos questionar é a plausibilidade dos argumentos.
E hoje fico com as palavras de Sérgio Viúla "Adoro derrubar paredes!"

Leiam e comentem... Sem Medo!


LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA!

Ah, só fiquei com uma dúvida. O que meu Blog estava fazendo em uma pesquisa sobre BIOLOGIA? RISOS, MUITOS RISOS!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Vestígios da Teologia Deuteronomista


“A Teologia influenciada pela retribuição é norteada pela barganha. Quanto mais DOO, mais TENHO, quanto mais FAÇO, mais POSSUO. Desta forma, fica difícil enxergar a atuação da graça de Deus se movimentando na história da humanidade. Deus não está preso em um esquema de retribuição” Felinto Faria Neto




Muitos sabem o que é teologia, mas nem todos sabem o que é Teologia Deuteronomista.
A Teologia Deuteronomista foi pregada pelos sacerdotes de Israel e Judá durante todo o judaísmo antigo.
A base está no livro de Deuteronômio 28 é também conhecido como Teologia da Retribuição, como será muitas vezes chamada neste texto.

O texto de Deuteronômio 28 mostra-nos as bênçãos e/ou as maldições de Yahweh que virão sobre aquele que praticam ou não as suas leis.

De fato o texto é base para judeus de várias épocas. E essa Teologia foi defendida pelos sacerdotes de Israel em seus pronunciamentos e criticada por sábios do antigo Israel.

“... Todavia, se não obedeceres à voz de Yahweh, teu Deus, cuidando de pôr em prática TODOS os teus mandamentos e estatutos que hoje te ordeno, todas essas maldições virão sobre ti e te atingirão...” Deuteronômio 28,15.

Esse texto muitas vezes foi usado para julgar pessoas e taxá-las como pecadoras, ou impuras, somente por estarem sofrendo de/por alguma enfermidade.

Como exemplo:

Os sacerdotes pegam o texto de Deuteronômio 28,22 “Yahweh te ferirá com tísica e febre, com inflamação, delírios, secura, ferrugem e mofo, que te perseguirão até que pereças” e dizem que uma pessoa que está com febre por causa de um dente está em pecado, lembremos que não havia dentistas em Judá ou Israel com as qualificações de hoje, século XXI, e nem COLGATE 12. (Risos).

Se uma pessoa estivesse doente por qualquer causa isso era sinal de que ela não cumpriu a lei e por isso Yahweh está castigando-a.

Mas, se você cumprir a lei... As bênçãos de Yahweh virão sobre você e “sereis benditos no campo a na cidade” Deuteronômio 28.3

“Quem faz o bem, tanto a Deus, quanto ao próximo, será contemplado com todas as bênçãos”
Muitos “pobres” foram oprimidos por causa deste discurso, pessoas, que tinham pouco grau de instrução, facilmente, eram infectadas em Israel e as autoridades judaicas designava-os como impuros, pecadores.

A Teologia da Retribuição é um jogo de política com Yahweh, pois se você for “bonzinho” ele te abençoa, mas se você for mal vai se dar mal nas mãos de Yahweh. Essa Teologia coloca Deus como uma criança mimada que quer que sejam feitas as suas vontades.
Hoje, existem duas correntes ideológicas que lembram essa teologia, não com tanta forma como a da retribuição na sociedade judaica.

Uma delas é a que diz: - Se você está em pecado o seu corpo sofre com doenças, ou seja, a doença é o reflexo do pecado na vida das pessoas.

A outra, é a Teologia da Prosperidade que na verdade tirou a obediência às leis e estatutos de Yahweh e começou a dizer que se você fizer votos, pactos, acordos, com ele, ele te retribuirá.
A primeira está ligada a Deuteronômio 28,22 e a segunda a Deuteronômio 28,3.

Com o sofrimento do povo, sábios de Israel levantam-se para criticar essa teologia e assim surgem textos/livros como Jó para explicar que mesmo sendo um “homem justo e integro que igual não há na face da terra” (Jó 2,3b) ele sofre mesmo assim e por isso não depende da obediência a lei, porém ao foto de estar vivo e depois Eclesiastes faz a mesma crítica.

“A literatura do Eclesiastes e de Jó abordam a temática de uma Teologia retributiva, sendo a crença de que todas as ações humanas recebem, sem exceção, uma resposta e/ou ação de Deus. Se o individuo pecou ele receberá em vida e/ou sua descendência a punição devida de seus pecados” Felinto Faria Neto
Assim como os sábios de Israel devemos desmascarar estas “falsas” teologias que nos cercam e temos que mostrar que Yahweh é SOBERANO.



Fique com a consciência livre para comentar....

A Todos, Liberdade de Consciência!
Pierre Mattos

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Quem São os Levitas?


“As palavras não significam o que nós queremos. Elas têm significado.” Isaltimo Filho

Nos últimos anos temos sido atacados de todos os lados por grupo que tentam restaurar a Aliança Verterotestamentária, principalmente se tratando do culto que era prestado no Templo de Jerusalém ou no Tabernáculo.


Quantos CDs estão com o som do Shofar, em seus primeiros minutos, já ouvimos? Quantas igrejas têm um ARCA DO CONCERTO dentro de seus templos ou mesmo a MENORAH?


O Sábio João Alexandre já disse em sua música “...Reconstruindo o que Jesus derrubou Re-costurando o véu que a cruz já rasgou Ressuscitando a lei pisando na graça...”.


Cabe aos que se denominam lideres das IGREJAS olharem e verem o que está acontecendo.
Uma coisa que muito me entristeceu foi ver um grupo de amigos meus se denominando LEVITAS. Mas quem foram os LEVITAS? Acho que eles têm uma problema com isso... pois de tanto ouvir essa “mídia Evangélica” dizer que as pessoas que fazem quaisquer coisas na IGREJA são LEVITA, acabaram repetido.


É infelizmente, acreditamos em tudo que nos dizem... Tanto na TV quanto no Rádio e Igrejas. Não temos senso crítico. Somos a cada dia mais tapados.


Mas voltemos ao LEVITA, deixa minhas críticas para outro dia...


A HISTÓRIA DOS LEVITAS


Levi na era pré-monárquica


A tribo de Levi assume grande importância na história de Israel desde seu princípio. Em Êxodo, os personagens de Moisés e Arão são membros desta tribo, e lideram todo o povo de Israel mantido em regime de servidão no Egito, rumo à terra de Canaã. Moisés se tornou líder espiritual e legislador de toda a nação durante sua peregrinação no deserto, e teria recebido de Deus as tábuas com os Dez Mandamentos, além de instruções acerca das leis e das normas de conduta que norteariam a nação israelita pelos séculos seguintes.


Moisés também nomeou seu irmão Arão como sumo-sacerdote, e designou seus descendentes, e apenas seus descendentes, como aqueles que teriam a permissão de realizar sacrifícios e adentrar o tabernáculo, e entrar em presença à Arca da Aliança. Suas funções sacerdotais eram intransferíveis, e, segundo consta, outros que tentaram exercer as funções dos levitas foram punidos por Deus.


Quando da conquista de Canaã, a tribo de Levi foi a única a não receber parte da terra, um território específico e delimitado. Ao contrário, os levitas receberam cidades isoladas, situadas nas regiões de todas as outras tribos.


A Arca da Aliança esteve sob os cuidados dos levitas até que um ataque filisteu resultou em sua captura. Os filisteus, entretanto, permitiram que israelitas a levassem de volta, e ficou sob os cuidados dos levitas no tabernáculo da cidade de Siló até que Davi ordenou que a trouxessem para Jerusalém.


Período monárquico, intervenção de Davi


Pouco depois, apoiado pelo sacerdote levita e profeta Samuel, Saul ascendeu ao poder como primeiro rei de Israel. Guerras contínuas e derrotas enfraqueceram Saul, e após sua morte, Davi, também com o apoio de Samuel, foi coroado em seu lugar.


Davi era da tribo de Judá, e como tal, era proibido de exercer qualquer atividade sacerdotal. Entretanto, Davi aparentemente possuía habilidades proféticas, e Deus lhe teria assegurado o direito de ser rei e sacerdote de seu povo. Seu posto foi confirmado após realizar, com sucesso, um sacrifício a Deus sem a punição esperada pelos levitas. Os judeus, posteriormente, usariam este evento como justificativa para ordenar sacerdotes em meio ao seu próprio povo.


A ascensão de Davi abalou a estrutura existente, e a partir deste evento, não era mais vedado à tribo de Levi os cuidados com sacrifícios, embora tivessem mantido exclusividade nos cuidados com o Tabernáculo e com o Grande Templo, partir de então homens dentre os filhos de Israel poderiam ser levitas desde que passassem pelos rituais de purificação etc.


Levi e a divisão do reino


Quando Israel tornou-se independente de Judá, dizia-se que o novo reino era representado pelas "10 tribos do norte". As 2 tribos do sul eram Judá e Benjamim (onde ficava Jerusalém), portanto Levi deve ter sido contado como uma das 10 restantes. Entretanto, os levitas continuaram a exercer suas funções junto ao Templo, no reino de Judá. Talvez os levitas não ordenados como sacerdotes tenham se unido às demais tribos na revolta contra Jerusalém.


O declínio dos levitas


De qualquer forma, é nítido deste ponto em diante no relato bíblico a infrequência de menções aos levitas fora do contexto do Templo, o que pode significar que sua influência tenha sido reduzida através da concentração de poder nas mãos dos reis de Judá. Entretanto, os levitas mantiveram importância junto ao povo, e especializaram-se, criando diversas classes internas derivadas de suas funções no Templo.


Em relação a Israel, visto como são citados constantemente atos religiosos não relacionados ao culto a Yahweh (em vez disso, cultos semelhantes aos dos povos fenícios, arameus e assírios circundantes de Israel), é possível que os levitas e seus sacerdotes, assim como as leis mosaicas que defendiam, tivessem perdido muito de sua influência sobre o povo e a nobreza.


Quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Judá, os levitas praticamente desaparecem do relato bíblico, vindo a ser mencionados apenas quando o Templo foi reconstruído, sob o comando de Neemias. Desde o período de exílio, todos os membros da nação escolhida por Deus passaram a ser chamados judeus, devido a serem, nominalmente, membros da tribo de Judá, inclusive qualquer levita que tenha sobrevivido à invasão babilônica.


A queda dos levitas como classe sacerdotal tornou-se evidente com o surgimento de sinagogas, onde as leis e os costumes, bem como as normas de conduta de um sacerdote, eram ensinados a todos nas comunidades judaicas, e não mais exclusivas àqueles designados para tal pela Lei de Moisés.


A pessoa do Levita


Hoje se fala muito de levitas, infelizmente há muitos que não sabem o que é ser um levita, porém mesmo assim se auto denominam como tal. Para entendermos melhor a pessoa do levita vamos estudar sobre a origem deste nome.


LEVI (לֵוִי ), de acordo com a Bíblia, é o nome de um dos 12 filhos de Jacó e uma das 12 Tribos de Israel, ligado a raiz IÃWÂ significa JUNTAR , ou ainda HILLAWEH que significa UNIR. O nome HILLAWEH (LEVÍ) é da mesma família onomatopaica da palavra HALELUIA.


"Outra vez concebeu Lia, e deu à luz um filho, e disse: Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos; por isso, lhe chamou Levi." (Gênesis 29:34)


Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos.

Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Números capítulos 3, 4, 8, 18).


Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.


Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm 16:23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9:14-33; 23:1-32; 25:1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5:13; 34:12).


Responsabilidades com o Tabernáculo


O papel dos levitas como ministros do tabernáculo era de cooperarem na construção do tabernáculo, sob a supervisão do filho de Arão, Itamar. Nas leis preparatórias para a marcha pelo deserto, Levi foi separado por Deus, das outras tribos, e colocado sob a responsabilidade de desmanchar, transportar e erigir o tabernáculo alem de servirem como uma espécie de pára-choque para protegerem as demais tribos israelitas da indignação de Deus, que os ameaçava se despercebidamente entrassem em contato com a tenda sagrada ou com os seus móveis. (Números 1: 47-54).


Muitas vezes, os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de “levitas”. Tal costume não é muito antigo, mas parece que já está se tornando tradição. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4:24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:18-20; Col 3:16).
Um equívoco é imaginar que o simples fato de cantar bem ou de cantar ou fazer qualquer coisa para a obra do Senhor, com qualidade e até conseguir emocionar pessoas é o bastante ou que esta seja a missão do levita, porém as responsabilidades do Levita são muito grandes e extremamente sérias.


LEVITAS NÃO EXISTEM MAIS...


Primeiro, tentemos entender o que era um levita. Que fazia ele? “Eles preparavam os
animais a serem sacrificados, mantinham vigilância, faziam trabalhos braçais, limpavam o lugar de adoração, agiam como assistentes dos sacerdotes aarônicos. Alguns levitas aproximavam-se dos sacerdotes quanto à dignidade, mas outros eram pouco mais que escravos”
Carregar e cortar lenha, limpar o sangue dos animais, manter tudo organizado. Levita é
isso, zelador e vigilante de templo.


Isto posto, digo que nosso pessoal de culto não é levita. Este se ligava a um templo, ao
sacrifício de animais, ao derramamento de sangue, foram uma ordem que pertence a um contexto teológico que não mais existe, como o contexto do sacerdote do Antigo Testamento. Não há levitas hoje, nem mesmo no judaísmo!


A Todos, LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA!