Hoje (13/05) apresentei um trabalho baseado no livro do David Bosch – Missão Transformadora, Uma Mudança de Paradigmas – quando ele diz sobre Missão como Libertação. Desde o inicio ele faz um link com a Teologia da Libertação.
Quando peguei esse tema pensei “agora faço a festa”, assumo para vocês que a Teologia da Libertação é uma das quais mais me encanta, não sei ao certo se foi por causa das aulas de História que tive no 2º Grau, pois meu professor, Carlos Tadeu é Marxista e sempre após as aulas conversávamos muito (até hoje temos altos papos sobre Igreja e Sociedade). Só sei que eu tenho um pezinho no marxismo também.
Estava tudo ótimo, até quando comecei a estudar e preparar meu trabalho. Enquanto estudava, lia e tudo mais, tive um Inside – graças ao um texto que li do Prof. Osvaldo, com o titulo Sexualidade Feminina e Patologia Teologia - que fez com que eu criasse um tópico no meu trabalho, esse tópico foi TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E EXEGESE – O PROBLEMA DA CHAVE-HERMENÊUTICA.
“Eu não estou convencido de que todo texto profético da Bíblia Hebraica deva ser aberto pela chave hermenêutica do gênero, tanto quanto não estou nem um pouco convencido de que se deva abrir a Bíblia Hebraica a partir da chave do "pobre" - cada texto deve ser aberto por meio de sua própria chave hermenêutica”. (Osvaldo Luís Ribeiro em post 2009/228 – peroratio.com.blogspot)
Na minha cabeça ficou ‘nem todo texto pode ser compreendido através da Teologia de Gênero e será que pode ser compreendido por meio da Teologia da Libertação?’
O que me lembrou o método desenvolvido por B. S. Childs, sobre a Teologia do Cânon. E o problema desse método já foi apontado que é por quais óculos será lido o texto, pelo católico? Pelo batista? Pelo presbiteriano? Ou no lugar da doutrina colocaremos movimentos tipo de Gênero, Libertação, Ecológico, etc...
Confesso que isso não fez com que eu perdesse a minha paixão pela libertação dos Marginalizados – no sentido sócio-politico-psiquico-religioso-economicista – Mas me levou a consciência de que quando eu faço Teologia da Libertação não estou fazendo exegese, porém um eisegese. Mas creio que algumas vezes que eu fizer exegese estarei fazendo Teologia da Libertação, pois, há textos que denuncia a opressão social, como exemplo cito o Salmo 53, da exegese do Prof. Osvaldo - quando diz que aqueles que deveriam cuidar de nós, apenas se deleitam e satisfazem as suas vontades as nossas custas [tratando-se do v.4]. Essa exegese provavelmente poderia ser aplicada ao contexto de Libertação, além de outras que abordam a mesma temática.
A TODOS LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA!
E que façamos uma Sistematização de boas exegeses e não uma exegese com pressupostos já sistematizados.
Pierre Mattos
